No Dia do Pedestre, Detran divulga diagnóstico de atropelamentos para orientar políticas públicas preventivas

Embora sejam 21% das mortes em acidentes de trânsito no Rio Grande do Sul, as mulheres representaram cerca de 33% dos pedestres mortos nos últimos dez anos. O levantamento do DetranRS alusivo ao Dia do Pedestre (8 de agosto), também detectou outro dado preocupante: 31% dos mortos em atropelamentos têm mais de 65 anos.

De 2009 a 2018, 1.277 mulheres morreram em atropelamentos no Estado, ante 2.573 homens, totalizando 3.852 vítimas. O número representa 20,2% do total de 19.091 mortes registradas no período em consequência de acidentes de trânsito. O risco aumenta conforme aumenta a idade, concentrando-se a maioria das vítimas fatais por atropelamento na faixa acima dos 65 anos. Foram 612 entre 65 e 74 anos, e 583 acima dos 75 nos dez anos analisados pelo Detran.

Acidentes

Buscando um diagnóstico da acidentalidade com pedestres para orientar políticas públicas mais eficientes, o Detran detectou que quase 60% dos 3.819 atropelamentos registrados ocorreram nos turnos da noite e madrugada, sendo a iluminação um importante fator a ser observado.

Os fins de semana são os dias mais críticos, com quase metade das ocorrências registradas nas sextas, sábados e domingos, podendo ter influência o maior consumo de álcool nesses dias.

Como em cidades é maior a circulação de pedestres, as vias municipais concentram a maioria dos acidentes (54%).Deve ser foco de prefeituras um estudo dos pontos críticos e fatores que incidem nessa alta acidentalidade. Também preocupa o número de atropelamentos em rodovias. Foram 1.736 ocorrências no período analisado.

“Órgãos de trânsito federais, estaduais ou municipais podem solicitar ao Detran um estudo dos pontos críticos para planejar intervenções específicas buscando evitar acidentes com pedestres, seja com melhor sinalização, iluminação ou outras medidas de engenharia”, orienta o diretor-geral do Detran, Enio Bacci.

Veículos

Entre os veículos envolvidos em atropelamentos, o automóvel é o mais frequente – até por seu maior volume em circulação (61% da frota gaúcha). Representaram 36,5% do total de 4.203 veículos envolvidos em atropelamentos de 2009 a 2018. Na sequência, se envolvem mais em atropelamentos as motos, que são 17% da frota e 15% dos veículos envolvidos com atropelamentos; e os caminhões, que são 4% da frota e 12% dos envolvidos nos acidentes com pedestres.

2019

Análise prévia da acidentalidade neste ano de 2019 aponta para 170 atropelamentos e o mesmo número de pedestres mortos neste primeiro semestre. O número representa 23% do total de 732 acidentes registrados no período.

Os atropelamentos deste ano seguem o mesmo padrão que o período de dez anos analisado: estão concentrados mais em vias municipais (50%), nos turnos da noite e madrugada (31%) e nos fins de semana (54% sextas, sábados e domingos). Assim também o perfil das vítimas: 67% homens e 32% acima dos 65 anos.

Mariana Goldmeier Tochetto

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